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04/02/2014 05h51 - Atualizado em 04/02/2014 05h51

Tuminha: "Escrevi um livro, não fiz um inquérito"

Brasil 24/7
 
 

Convidado do programa Roda Viva, da TV Cultura, desta segunda-feira, o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior desconversou sobre provas das acusações que faz contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT em seu "livro-bomba", propagandeado pela Veja: "Assassinato de Reputações: um Crime de Estado".

No livro escrito pelo jornalista Claudio Julio Tognolli, Tuminha denuncia que, sob o comando de Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul, o governo patrocinava a produção de dossiês contra adversários políticos. O livro ainda diz que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, teria admitido, na época do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, a existência de caixa dois na prefeitura do município do ABC paulista para o financiamento de campanhas do partido.

"Eu escrevi um livro, eu não fiz um inquérito. Você está lendo um livro. O dia em que você quiser ver provas, peça o inquérito e nós conversamos", respondeu o delegado ser questionado pelo repórter Fernando Gallo, do jornal Estado de S.Paulo. "Prova testemunhal é prova também. Não dava para escrever um livro de 4.000 folhas (...) Em um livro não dá pra você botar isso. Eu pus várias provas no livro, mas eu me reservo o direito daquilo que me for demandado a apresentar os documentos necessários", acrescentou.

Em relação a Lula, Tuma Júnior faz uma acusação mais grave no livro. Afirma que ele foi "informante da ditadura". "Eu não fiz biografia da vida do Lula. Eu não digo que ele prestou informações graves, mas que prestou informações úteis, previa movimentos. Eu queria que você compreendesse minha resposta porque eu não posso antecipar e não posso permitir que você fure o tomo dois. Vem aí um segundo livro", afirmou.

Tuma Junior afirma que foi vítima de perseguição por não cumprir ordens para fazer dossiês e também por tudo o que sabia sobre o assassinato de Celso Daniel, do qual participou da investigação.

"O livro é minha peça de defesa. Fiquei três anos buscando espaço pra me defender das acusações que me foram imputadas. Se eu tivesse assistido a tudo isso calado seria conivente. Tudo que eu presenciei, eu denunciei. Denunciei dentro do governo. Mostrei porque assassinaram a minha reputação", afirmou.

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